Repertório
Estatuário
Performance sobre repertorio de Mímica Corporal Dramática.
Apresentação:
Desenvolvida por Etienne Decroux, a mímica corporal pode ser chamada da arte de movimento em lugar de arte de silêncio, e é em primeiro lugar a arte do ator. O ator, antes de qualquer ambição artística deve antes de tudo, estar presente, “ser-estar” em cena, e esta presença é mostrada pelo corpo. O corpo é o que sustenta a fantasia, o que o espectador vê, o que leva a voz. É o instrumento do ator.
"fazer visível o invisível " (Etienne Decroux)
Assumindo o corpo como centro do trabalho do ator, a mímica corporal dramática busca colocar a essência do drama no movimento, integrar no corpo todos os princípios de uma ação ou uma situação dramática, o ator se torna o escultor e escultura.
A técnica está presente em tudo que denominamos mímica nos dias de hoje, criada exclusivamente para o treino do ator, é um treino completo, desenvolvendo a expressividade física e emocional do ator.
A Performance:
As peças e as figuras do repertorio da mímica corporal foram criadas originalmente para servir de suporte ao treino desta linguagem e não necessariamente para serem apresentadas ao publico, mas por sua beleza e força expressiva podem ser facilmente apreciadas pelo grande publico.
Na performance, juntamos duas recriações de peças solos do repertorio original criado por Etienne Decroux e três peças contemporâneas criadas por alguns de seus discípulos, utilizando figuras do repertorio como forma de “interligar” as cenas, criando uma linha dramática entre as cenas apresentadas.
Iniciamos a performance com três cenas contemporâneas, que mostram um homem se relacionando com seus conflitos internos, utilizando objetos em cena, uma cadeira, uma mesa e um jornal.
Terminamos a performance com duas cenas clássicas do repertorio original, essas cenas também são a estilização do processo do pensamento através da mímica, mas carregam consigo o estilo clássico de Decroux, um homem nascido no século passado, impregnado desta poesia.
O repertorio se divide em duas partes:
iniciando com três peças contemporâneas criadas por Tomas Leabhart e Steve Wasson:
- A mesa
- O Jornal
- A cadeira
E na segunda parte recriações de peças clássicas criadas por Decroux:
Cena estilizada do trabalho de um carpinteiro durante a década de 50.
Cena abstrata mostrando um homem e seus conflitos internos.
Entre algumas peças são apresentadas algumas figuras recriadas sobre o repertorio original, são elas:
- Caricia na costa de Vênus
- Serpente no tubo
- O numero oito
- Descendo na água
- São Sebastião
- O pintor
OBS: As figuras são pequenas peças, como poemas visuais, inspiradas em imagens, esculturas ou mesmo poemas escritos.
Técnica:
- O espetáculo não se utiliza cenários, apenas o palco vazio.
- São utilizados apenas 2 objetos em cena, uma cadeira e uma mesa.
- A luz e simples, uma geral branca e 3 focos, trabalhando apenas com a intensidade
- A duração da performance e de 45 min.
A Trilha Sonora:
A musica na performance e apenas o pano de fundo, utilizada apenas para ambientar a cena.
Todas as musicas utilizadas na performance são temas clássicos tocados em violão acústico por Diego Lucio e editados digitalmente. Algumas adicionadas efeitos sonoros ou outros instrumentos digitais.
O figurino:
O ator inicia o espetáculo com um paletó completo, e termina o espetáculo com uma tanga e um véu cobrindo o rosto para a realização da cena: Meditação (parte 1).
Ficha Técnica:
Concepção e atuação: Victor Paulo de Seixas
Direção: Lionel Comellas
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