Roteiro
O Cordeiro abre o primeiro selo.
“Vi quando abriu o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem. Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.”
Abertura do espetáculo.
Os atores entram em cena e preparam o espaço cênico para a primeira imagem da apresentação.
O segundo selo.
“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente, dizendo: Vem. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.”
Intriga, miséria, violência, seres humanos “civilizados” mostram suas partes mais animalizadas.
O terceiro selo.
“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente, dizendo: Vem. Então vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário.”
O equilíbrio, a justiça, a harmonia, pensar e o repensar das questões.
O quarto selo.
“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem. E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte: e o inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar a espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra.”
Precisa dizer mais alguma coisa?
O quinto selo.
“Quando ele abriu o quinto selo. Vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo Até quando, ö soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgais nem vingais o nosso sangue dos que habitaram sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca e lhes disseram que repousassem ainda um pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus concervos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.
O reencontro do carrasco com os que se fuderam.
O sexto selo.
Quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes. E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?
Momento da verdade, as máscaras caem e os segredos se revelam.
O sétimo selo:
Os sete anjos com as suas trombetas.
Quando o cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.
Então vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus o fumo do incenso, com as orações dos santos.
E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.
Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar…” |