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Histórico

Projetos não realizados:

No Rabo do diabo

 

Sinopse:

O espetáculo propõe uma abordagem livre dos sinais contidos no Apocalipse, transformando os símbolos e alegorias em imagens corriqueiras e contemporâneas .

Essas imagens potencializadas formam um painel que permite ao espectador formar sua opinião sobre os acontecimentos.

Beirando o grotesco e o ridículo, as cenas traduzem satiricamente os defeitos de caráter do Homem e sua “roupagem” moderna confrontada com a moral cada vez mais desgastada e confusa.

Nesse turbilhão, os símbolos descritos pelo profeta bíblico encaixam-se perfeitamente em algumas idéias tecnológicas possibilitando uma analogia bem humorada no fim do milênio, virada para o ano 2.000.

Terremotos, trombetas, mil vozes, dragões, anjos, trono de luz carregado por uma nuvem, gafanhotos com cara de gente e rabo de escorpião, estrela que cai do céu, etc, etc.

 

Roteiro

 

O Cordeiro abre o primeiro selo.

“Vi quando abriu o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem. Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.”

Abertura do espetáculo.

Os atores entram em cena e preparam o espaço cênico para a primeira imagem da apresentação.

 

O segundo selo.

“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente, dizendo: Vem. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.”

Intriga, miséria, violência, seres humanos “civilizados” mostram suas partes mais animalizadas.

 

O terceiro selo.

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente, dizendo: Vem. Então vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário.”

O equilíbrio, a justiça, a harmonia, pensar e o repensar das questões.

 

O quarto selo.

“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem. E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte: e o inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar a espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra.”

Precisa dizer mais alguma coisa?

 

O quinto selo.

“Quando ele abriu o quinto selo. Vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo Até quando, ö soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgais nem vingais o nosso sangue dos que habitaram sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca e lhes disseram que repousassem ainda um pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus concervos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.

O reencontro do carrasco com os que se fuderam.

 

O sexto selo.

Quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes. E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Momento da verdade, as máscaras caem e os segredos se revelam.

 

O sétimo selo:

Os sete anjos com as suas trombetas.

Quando o cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.

Então vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus o fumo do incenso, com as orações dos santos.

E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar…”

 

Descrição da Montagem:  

Um espetáculo de pantomima, baseado nos temas do livro do Apocalipse da Bíblia, ambientados nos tempos atuais. Onde procuramos resgatar os valores por gestos ensaiados e que com a integração da público se torna um grande encontro “Dionisíaco” que revela com um certo toque de sátira trechos da Bíblia, mas que não perde sua essência real, Gerando uma ponte entre este antigo texto e a situação que nos encontramos.

Para compor o roteiro optamos por utilizar apenas a pantomima (escola Decroux), uma arte tão pouco conhecida aqui no Brasil e tão carente de expositores, aproveitando o roteiro original de Cleber França que atualmente estava dirigindo e escrevendo para teatro, e agora retorna aos palcos atuando.

A trilha sonora do espetáculo foi criada e será executada ao vivo pelos atores através de instrumentos, objetos e efeitos vocais de onomatopéias, produzindo melodias e sons estranhos para compor o clima.

O cenário e os figurinos são inspirados em uma estética sadomasoquista de sex-shop, misturadas com artigos religiosos Kitch, como: santinhos, terços, adereços de Umbanda, etc.

 

Ficha Técnica:

 

Roteiro – Cleber França

Direção – Di Trento

Figurinos – Vânia Leite

Cenário - O grupo

Iluminação – Victor de Seixas

Di Trento

Elenco - Cleber França

Vânia Leite

Victor de Seixas

 

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Publicado em setembro de 2004 - Última atualização: setembro 2008