mimicas.com

logo angatu

Histórico

Projetos ainda não realizados:

O Messias

Cenas de uma Crucificação

Apresentação:

Berkoff começou a escrever O Messias com o desejo de descrever o que um ser humano deve ter sofrido na cruz, partindo do ponto de vista de quem era crucificado, pois esta é uma imagem marcante e muito utilizada. Sem tentar criar um ponto de vista alternativo baseado em pesquisa, novas teorias ou recentes descobertas, mas com o desejo ao escrever o texto de contar a história baseando-se em suas próprias reações aos evangelhos e prever sua ligação com o futuro.

Porém, durante o tempo em que Berkoff escrevia, encontrou com um livro notável “The passover plot”, escrito por Dr Hugh Schonfield (que foi nomeado para o prêmio Nobel paz em 1959), Schonfield viu o mito mais como humano de que divino e evoluiu uma teoria notável baseando-se em muita pesquisa e em um detalhe: o enredo foi preparado na realidade pelo próprio Jesus que para libertar os judeus da opressão cria o seu próprio martírio, pois a única maneira de fazê-lo era por intervenção messiânica.

O Messias tinha sido esperado avidamente por muitos anos e agora mais que nunca Judéia o necessitava para se libertar da opressão Romana.

As profecias cuidadosamente estudadas, sem pressa ou desespero, se ajustavam ao momento e a esperança messiânica era talvez a única esperança de libertação. Todo o mundo quando lê algo, sempre compreende o que deseja, conforme suas necessidades no instante e principalmente quando a situação é tensa e perigosa neste caso, à filosofia tende a se ajustar aos desejos. Como videntes/adivinhos que em seu discurso sobre o futuro, fazem os ouvintes ajustarem seus anseios ao discurso, pois estes buscam avidamente a esperança para suas almas preocupadas ganharem paz.

O livro de Schonfield é extraordinário em muitos aspectos, mas o principal é que o leitor começa a ler as escrituras sobre uma nova luz.

Berkoff teceu esta teoria no Messias porque também vê Jesus mais como um homem que uma deidade e é bastante aceitável este sentimento de querer ser o messias para poder conduzir o mundo a uma nova era.

Quando jovens idealistas resolvem lutar contra qualquer tipo de opressão, e descobrem sua fraqueza diante a maquina social, percebem que a única maneira de mudá-la e a utilizando, descobrindo suas fraquezas. Jesus percebeu que a única forma de mudar a estrutura do poder em seu momento era ganhar a autoridade messiânica e para realizar isto se utilizou das profecias, assumindo a posição do messias. Paradoxalmente fomos ensinados a interpretar Jesus pelas suas parábolas que freqüentemente usadas assim simplesmente para enganar os espiões de Roma que durante todo o tempo o vigiavam… E o ao mesmo tempo esperamos interpretar os profetas do Velho testamento, literalmente para ajustarmo-nos aos eventos históricos!

Berkoff usou os evangelhos para muitas das falas de Jesus e durante seus ensaios descobriu qual é força que eles têm! Eles são fontes de inspiração e levaram a acreditar que devem ser literalmente, palavra por palavra de Jesus, escritos pelos seus discípulos que o seguiam de um destino para outro. O Sermão da Montanha provavelmente deve ter sido algo que ele orou inúmeras vezes para atingir o maior número possível de pessoas, pois por que ele deveria lançar tão valiosa pregação somente a um sermão?

Quando os ensaios avançaram, a leitura se tornou um teste do que poderia ter sido as palavras autênticas dele. Os textos de Jesus foram criados e misturados com os originais. Obviamente tomando algumas liberdades teatrais como tempo e espaço.

O personagem de Satanás, interage durante toda a história e para o final se torna um espelho para todo o tempo e sociedade até os dias de hoje.

Este personagem reflete o que se vê, e ele vê o trabalho de Satanás dominante em nossa sociedade em lugar de então o trabalho de deus, o que deveria ser, mas não é.

 

 

A direção

Há muito tempo venho querendo trabalhar um espetáculo com esse tema, tudo começou quando em 2001 li pela primeira vez o livro O mestre e margarida de Mikhail Bulgakov e ficou em minha cabeça: falar sobre Pontious Pilates... Quando apareceu em minhas mãos quase por acidente o texto do Berkoff em 2004 foi amor a primeira lida, entrei em contato com sua produção pedindo autorização para tradução pelo Mauricio Ayer e minha direção, recebi o sinal verde e comecei a trabalhar no projeto.
Tenho uma profunda admiração pelo trabalho do Berkoff, não pelo fato de ter uma “diferente” visão dos ícones religiosos, mas porque funciona como uma metáfora, gosto de metáforas, acredito que são mas poderosas que discurso direto, e neste texto a metáfora é colocar Jesus apenas como um homem, um homem idealista, com uma fé tão grande que faz mudar o mundo para sempre.

Minha idéia na direção é não focar na realidade histórica e sim na idéia de um homem, um jovem como muitos que conhecemos hoje, que sonha com uma sociedade ideal, livre da hipocrisia e da opressão que por isso está pronto a se sacrificar.

Os romanos e os escribas estarão vestidos todos de terno e gravata, Satanás é um apresentador de TV em um programa de domingo, trabalhando uma metáfora de quantos messias nossa sociedade destrói por dia?

O espetáculo usa amplamente o trabalho e a expressividade física dos atores através de mímica corporal dramática, circo e máscaras, com 8 atores no total, seis representarão os principais personagens da história: Jesus, Maria, Pilates, Satanás, Judas e João e mais dois darão o suporte no coro, onde todos se desdobram juntos com o uso de máscaras, discípulos, fariseus, romanos, etc.

O cenário é simples, consiste em dois módulos móveis cobertos com tecidos flexíveis e 5 pares de tecido vindo do teto o qual os atores às vezes sobem para fazer acrobacias aéreas e que Cristo utiliza como cruz.

Mesmo sendo uma temática que pode parecer “densa”, busco explorar no texto todos os momentos, da comicidade ao trágico, pois no texto temos momentos para se rir, para pensar (no discurso de Satanás) e momentos para emocionar (no sermão da montanha).

É uma história que se repete todos os dias, que todos conhecemos e muitos apreciam, e com uma força tão grande que tem a capacidade de “tocar” mesmo os mais céticos.

 

Victor de Seixas

 

O Espetáculo:

 

O Messias é um espetáculo de teatro físico, com uma linguagem dinâmica, máscaras e movimentos circenses com um tema que é conhecido por todos, por isso o espetáculo pode ser apreciado por os mais variados públicos atraindo o público jovem pela dinâmica da montagem e o público mais maduro pela temática abordada.
Pelo uso dos evangelhos originais retirados da bíblia e a escolha de uma estética visual não histórica, mas contemporânea o espetáculo não ofende os mais religiosos, que podem apreciar o espetáculo pela beleza contida nos evangelhos e pela reflexão no discurso de Satanás sobre nossa atual sociedade.

 

Cenário:

Tecidos para se realizar movimentos acrobáticos e dois módulos móveis, utilizados como palanque cadeira e a mesa para a santa-ceia.

 

 

Os Elementos do espetáculo:

 

Figurinos


Os figurinos são terno e gravata, de tom cinza, os atores apenas tiram e colocam novamente os elementos, como a jaqueta à gravata, etc.

Máscaras


As máscaras são “meia-cara” quando os atores têm que falar e completas para quando só se movimentam. Visualmente construídas de forma simples, algumas com elementos extras, como tecidos e o que seria parte de um capacete romano estilizado, por exemplo.

Trilha Sonora


Criada originalmente por Fernando Mastrocolla é composta apenas sons incidentais ou curtas melodias para “ambientar” algumas cenas, e alguns jingles, para cenas como do Satanás apresentador de tv, por exemplo.

Luz


Apenas gerais de três cores: azul, âmbar e branca, todas com frente e contra luz, e alguns focos largos, Luzes “ Par”nas laterais em corredor e “pimbins” de cima sobre os tecidos aéreos, mas a prioridade será o palco iluminado por completo.

Faixa etária


O espetáculo é recomendado para a partir dos 14 anos de idade.

 

Ficha Técnica:

Texto

Steven Berkoff

Tradução e Adaptação

Mauricio Ayer

Direção

Victor de Seixas

Iluminação

Fernando Mastrocolla/Victor de Seixas

Trilha Sonora

Fernando Mastrocolla

 

 

Preparação Circense

Lucciano Draetta

Preparação Corporal

Victor de Seixas/ Natasha Steinberg

Máscaras

Rita de Della Rocca

Cenário (confecção)

Neide Nascimento

Administração e Técnica

Marco Aurélio Paggioro Jr.

 

 

Elenco:

 

 

Andreia de Almeida

Cleber França

Lucciano Draetta

Vânia Leite

Victor de Seixas

Cena Traduzida:

O Messias de Steven Berkoff


Trecho – primeiro ato – cena 3
Flashback – Jesus na cruz, Judas embate sua consciência e caminha para morte.

Judas - Fedor e lodo / estou só, e cercado por uma neblina que fede / foi com um beijo / eu traí meu mestre / um beijo de prata / trinta moedas / não, não use aquele óleo caro e perfumado nele /

Padres - Você fede

Jesus - Eu tenho sede.

Judas - Deixe-a em paz, ele disse / é tudo que ela tem / quanto tempo ela vai estar aqui / ela passa o óleo em minha pele para meu o fim. Nós poderíamos vender isto para os pobres, eu disse.

Jesus - Eu estou queimando

Judas - Os pobres sempre estarão conosco, ele gritou / e eu terei ido / a deixe. Eu disse / não fale comigo desta maneira! / Não em frente aos outros. / Ele senta e ela massageia a pele macia dele com os dedos perfumados / muito bom! / Quanto / vinte? Faço por trinta.

Padres - Isso é muito!
Jesus - Eu tenho fome.
Judas - Isso é meu mais baixo que posso fazer
Padres - vamos encontrar um meio termo / vinte cinco?

Judas - Não! Trinta pegar ou lagar!

Padres - Dê a ele trinta pedaços de prata!

Judas - Ele não se preocupa / para falar a verdade eu estou o fazendo um favor.

Jesus - Eu tenho medo.

Judas - Sem mim não há nenhum espetáculo / sem mim as profecias nunca se tornariam realidade / ele precisa de ajuda / ele precisa de mim / ele precisa de mim / ele quer isto / os pregos / tem que ser assim / pregos perfurando os tendões e lascando os ossos / o sangue que jorra em ondas das veias rotas / uma grande chuva vermelha /
os tornozelos inchados que vão se tornando azuis / a aparência disso tudo / ele sempre / se é que você se interessa, sentiu atração por isto / imaginem ele com os braços na cintura,a cabeça virada para o céu / olhos perdidos no horizonte / mesmo sendo uma imagem inspiradora para os artistas / não cumpriria as escrituras a não ser que eu faça isso / e eu estou coberto pelo mau cheiro / eu era o que estava sempre à frente /o primeiro / trinta moedas/ não vou baixar / esse é o preço / ele me implorou / faça para mim o Judas / não desta maneira / não em tantas palavras / mas em profecias / indicações / ele amava a cruz / sempre falava sobre o quando ele estaria lá / os olhos dele perdiam o foco no futuro / vocês não tem medo?

Jesus - Isso dói

Judas - Por que? Ele respondeu. Meu pai me enviaria do céu, doze exércitos de anjos para me defender se eu desejar / entretanto as escrituras não se tornariam verdade / eu sou ele, o messias / doze exércitos de anjos / que visão maravilhosa seria.

Padres - Você fede
Judas - Por ser uma pessoa prática / eu!

Jesus - Eu tenho sede.

Judas - Ele olhou para mim e me implorou com os seus olhos / mas como eu posso traí-lo / eu o amei! / Mas ele olhou para mim / isso era bastante / ele pegou o seu prato e entregou para mim

Jesus - Eu temo por ti

Judas - Eu disse o homem quem eu beijo é seu / eles não precisavam de mim / eles não precisavam de mim / eles tinham o visto cem vezes! / Eles tinham o visto em frente a milhares! / Eles o conheciam / eu precisava mostrá-lo?! / O sujeito era famoso / eu não fiz nada por esse dinheiro, apenas pegá-lo.

Padres - Você fede

Judas - Eu odeio este dinheiro / pegue-o de volta.
Padres - Nós não o queremos / leve-o / é seu. Você o ganhou.
Judas - Eu jogo este dinheiro em suas faces / maldito dinheiro.

Padres - Use para pagar a sua cova.

Jesus - Eu lamento.

Judas - Eu fiz o que eu tive que fazer e agora ele está na sua amada cruz / e eu estou ardendo, só, coberto em um fedor que será meu cheiro para sempre / esse odor me penetra até os ossos e durante todo o tempo / se alastrando enquanto eu me torno um verme experiente no fim deste anzol / ele se ilumina e espalha sua luz

Jesus - Eu estou queimando
Judas - Ele ilumina o sol / eu espalho meu mau cheiro / que cada vez e mais forte / eu penso / eu irei me enforcar

Padres - Claro! excelente idéia / onde que tem um longo e forte pedaço de linho?

Judas - Meu fedor vai piorar e eu contaminarei toda a arvore / mas eu não ficarei aqui / eu vou inchar como um balão e explodirei / é o único modo para me livrar deste mau cheiro / que eu adquiri para ele / eu espero que eu tenha feito algo de bom / ele estará bem / você é o Jesus.

Jesus - Eu me faço em luz, eu me torno alegria, eu estou vivo

(Discípulos retiram Jesus fora da cruz - o levam para Maria).

O Messias. Cenas de uma crucificação de Steven Berkoff
Sinopse do texto

1º ato - 7 cenas / 2º ato – 9 cenas

1º ato

cena 1 – Jesus Crucificado
Jesus crucificado, soldados romanos esperam a sua morte antes de poderem ir embora.
Jesus reflete e delira sobre seu sofrimento físico e a maceração sofrida em seu corpo enquanto agoniza tenta dialogar com Deus, se perguntando se fez a escolha certa.
Soldados romanos jogam dados conversando entre si, enquanto esperam a morte de Jesus, alguns o admiram, outros acreditam que Jesus é um louco, mas todos desejam que ele morra rápido para poderem ir.

Cena 2 – Pilates lava as mãos
Pilates conversa com um escriba e se livra da responsabilidade sobre a crucificação.
Pilates e o escriba discutem sobre o acontecido, relembram como aconteceu a decisão de crucificar Jesus e decidem o próximo passo, pois não podem deixar o cadáver de Jesus exposto isso poluiria o sabá e ele (Jesus) ainda parecia estar vivo.
Pilates tira sobre si toda a responsabilidade sobre a morte de Jesus e reflete sobre o poder na época.

Cena 3 – Judas decide morrer
Judas em flashback dialoga com os sacerdotes e o próprio Jesus ainda crucificado.
Judas em flashback se recorda de suas ações quando entregou Jesus aos romanos, apresenta suas razões para isso acreditando ter feito a coisa certa, ajudando seu mestre a cumprir as profecias e virar um mártir, mas não suportando a responsabilidade de ver seu amado mestre sofrendo, decide tirar a própria vida.

Cena 4 – Maria
Com o corpo de Jesus em seus braços, Maria relembra.
Maria recebe dos discípulos de Jesus o seu corpo e em sua dor de ver seu filho morto recorda de momentos de sua concepção quando foi fecundada pelo criador sobre a supervisão de anjos.

Cena 5 – Jesus Prega
Jesus pregando o sermão da montanha.
Jesus pregando à multidão acompanhado por seus discípulos, o texto foi retirado dos originais evangelhos da bíblia.

Cena 6 – No camarim
Jesus depois da pregação em público conversa com seus discípulos.
Jesus como se estivesse em um camarim depois de um grande show reflete sobre sua performance com os seus discípulos decide alguns futuros passos e recebe algumas pessoas pedindo ajuda.

Cena 7 – João Evangelista decapitado
A cabeça de João evangelista profetisa, Jesus perdoa a prostituta.
A cabeça decapitada de João evangelista profetisa sobre o destino de seu povo e discursa sobre o seu corpo mutilado, Jesus responde e promete continuar a espalhar sua palavra.
A cena muda para Jesus perdoando uma prostituta e usando isso como ensinamento para seus discípulos.

2º Ato

Cena 1 - A tentação
Jesus só no deserto é tentado por satanás.
Satanás tenta Jesus a quebrar seu jejum no deserto, mas é inútil a tentativa devido à determinação de Jesus a cumprir sua missão.

Cena 2 – O Demônio
Satã discursa.
Satanás em longo discurso sobre sua inútil tentativa de iludir Jesus, questiona se isto é determinação ou ambição e analisa sua influencia no mundo de hoje, descreve a sociedade moderna e mostra como que no fim ele e que se tornou a maior influencia em nosso mundo, pois e sua palavra que predomina em nosso mundo no final.

Cena 3 – A conspiração
Jesus e seus discípulos combinam o plano para a crucificação.
Jesus depois de enxotar satã, encontra-se com seus discípulos que tem fome, ao tentar preparar uma refeição são abordados pelos fariseus que o acusam de quebrar o sabá, Jesus o confronta e decide ir para Jerusalém para um conflito direto com o poder religioso, organiza um plano para se cumprir às profecias de Isaias.
Jesus confrontará os sacerdotes e será preso pelos romanos em uma sexta-feira, antes das celebrações do sabá no sábado, pois seu corpo não pode ficar exposto tem que ser retirado antes de se iniciar o dia para não poluí-lo. Quando estiver na cruz Jesus tomará um remédio de ervas no lugar de vinagre (era dado vinagre aos crucificados) que o deixara com aparência de morto e devido à pressa de retirar seu corpo da cruz, não será dada a atenção a detalhes, seu “corpo” será coberto por um manto untado de ervas e será sepultado na tumba de José, ali em três dias Jesus se curará de todas as feridas e retornará dos “mortos”, ainda com as marcas dos pregos em suas mãos, cumprindo assim a profecia e se tornando o tão esperado messias. A missão dada aos discípulos é de espalhar a notícia de que o messias vai voltar.

Cena 4 – Espalhando as notícias
Discípulos contam suas histórias
Cada um dos discípulos de Jesus espalhando as notícias, exaltando as ações de seu mestre, alguns ameaçam perder sua fé, mas no final recebem palavras encorajadoras de Jesus que se encontra pronto para o martírio.

Cena 5 – Carne e sangue a Santa Ceia.
A ultima ceia entre Jesus e seus discípulos.
Com trechos originais da bíblia Jesus prega aos discípulos e profetisa sobre o futuro, encorajando seus discípulos.

Cena 6 – A traição
Judas antes de entregar Jesus questiona sua consciência.
Judas discursa sobre valores, o que e certo ou errado, com outros discípulos que relembram os caminhos do povo judeu desde o Egito, no final Judas aceita o dinheiro e entrega a localização de Jesus.

Cena 7 – Caiphas Um sacerdote
A igreja ama as cerimônias, Caiphas discursa.
Caiphas explica as razões porque Jesus deve ser morto e exalta a beleza dos complicados cerimoniais da igreja, descrevendo sua suntuosidade.

Cena 8 – Antes do tribunal
Sacerdotes interrogam Jesus
Sacerdotes questionam Jesus que mantêm seu discurso, trechos também retirados da bíblia.

Cena 9 – questões na casa de Caiphas.
Sacerdotes a só conversam.
Sacerdotes agora sós, conversam sobre o caso, alguns mostram admiração por Jesus.

Cena 10 – A última jornada
Discípulos observam e descrevem a crucificação.
Os discípulos de Jesus juntos observam seu mestre carregando a cruz e em sofrimento, descrevem todo o caminho, as pessoas à volta e detalhes da crucificação até o final.

Cena 11 – Antes do fim.
Jesus agoniza na cruz, soldados esperam sua morte.
Jesus em seu sofrimento agoniza e morre, não deixando claro se foi parte do “plano” ou foi real, os soldados romanos percebem sua morte e retiram seu manto , sandálias e a coroa de espinhos para venderem nos mercados como “souvenir” do profeta, se vão, apenas Jesus crucificado permanece no palco.

OBS:

esse projeto concorreu no festival cultura inglesa(SP) no ano de 2005

SESI em 2006 e CCBB São Paulo em 2006

 

[topo da página]

[Topo da Página] - [Página Inicial] - [Contatos]


Publicado em setembro de 2004 - Última atualização: setembro 2008